Na sexta-feira (23/10) foi realizada a 1ª Conferência UnB Promotora de Saúde realizada pela Diretoria de Atenção à Saúde Universitária (DASU/DAC/UnB). O evento foi totalmente online e aberto à comunidade. No total, 9 grupos de trabalhos – chamados “GT” - discutiram os eixos prioritários na promoção da saúde na universidade.

O GT de Saúde mental iniciou apresentando as propostas prioritárias deliberadas anteriormente. As propostas foram divididas em três eixos: fortalecimento das redes de cooperação para a saúde mental entre a universidade e a comunidade, parcerias que desenvolvam competências socioemocionais e interpessoais entre os docentes e a ampliação das políticas em saúde mental envolvendo toda a comunidade acadêmica (incluindo atividades artísticas, acolhimento biopsicossocial e espiritual, políticas de integração sociais para estudantes negros, indígenas e de vulnerabilidades e maior ações de combate a práticas preconceituosas). 

O GT de Articulação de redes para Prevenção e Promoção da Saúde propôs redes colaborativas, conexões com a comunidade e serviços, além de compartilhar conhecimentos e práticas com instituições parceiras. Além de promover campanhas e ações contra os agravos de saúde (tabagismo, álcool e outras drogas, doenças transmissíveis, IST/HIV).

O GT Processos Educativos promotores de Saúde apresentou como proposta a ampliação de espaços de convivência a fim de melhorar práticas educativas e a ambientação de espaços acolhedores e de descanso.  Uma outra proposta apresentada foi o treinamento de servidores e docentes, para que ampliem o olhar acolhedor. Em consonância com os demais grupos de trabalho, levaram em consideração iniciativas que visem enfrentar o capacitismo, o racismo e homofobia. 

O GT Diversidade e Direitos Humanos teve como foco a diminuição da distância entre a comunidade e a universidade “quebrando muros e agindo de forma coletiva” através da implementação do pacto nacional universitário pela promoção do respeito a diversidade de cultura, de paz e dos direitos humanos e a garantia de matérias obrigatórias de direitos humanos e cidadania para todos os cursos. A presença de pessoas LGBTQIA+ e a coibição de assédio entre docentes e discentes foram outros pontos urgentes abordados. 

O GT Ambientes saudáveis e sustentáveis pensa uma proposta de política de promoção de ambiente saudável e inclusivo através da criação de um braço executor e suas câmeras temáticas. Uma das propostas foi a de institucionalizar a agente 2010 com os objetivos de desenvolvimento sustentáveis. Sugeriu promover os quatro campis a museu a céu aberto, como ambientes de transformação, arte, paisagem e pensar. 

O GT Acessibilidade e Inclusão Social defendeu a realização de atividades que trabalhem a construção de uma cultura de acessibilidade na universidade como, por exemplo, a Semana da Diversidade e Inclusão.

Além de pensar em estratégias de comunicação para a divulgação de informações sobre os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Também mencionou a capacitação de intérpretes de libras para o desempenho de suas funções nos processos de seleção para acesso a universidade.

O GT de Envelhecimento saudável e participativo apresentou propostas que envolvem idosos e a comunidade, envelhecimento e a abordagem nos currículos acadêmicos. Também houve menção à sistematização dos bancos de dados únicos com divulgação ampla para o benefício de toda a comunidade. 

O GT Saúde e qualidade de vida do trabalhador trouxe como proposta principal a homenagem a servidores que continuaram presencialmente na UNB e se arriscaram durante a pandemia. Outras propostas envolveram a criação de espaços de ensino para higienização adequada, processo de trabalho remoto, uso de tecnologias e o aumento do desemprego e a identificação de salas insalubres, rotas de acesso e capacidade de pessoas por ambiente a fim de evitar aglomerações.

O GT Vigilância em saúde da comunidade universitária defendeu a participação dos estudantes no processo de vigilância e promoção da saúde levando em consideração toda a comunidade que frequenta os campi.

 

A 1ª conferência UNB promotora de Saúde foi coordenada pela professora Larissa Polejack Brambatti e um grande time de facilitadores/mediadores. Dentre eles: Marcelo Tavares, Silva Lordello, Sheila Murta, Acileide Coelho , Dais Rocha, Josenaide Engrácia Dos Santos, Flávia Aparecida Squinca, Simone Lima, Daniel Goular, Muna Odeh, Tatiana Lionço, Pedro Zuchi, Laércia Abreu Vasconcelos, Thiago Gehre Galvao, Daniela Bezerra, Carla Antloga, Thiago Mello, Heleno Correa, Graça Hoefel, Luiz Araújo, Patrícia Pinheiro, Thiago Sebastiano de Melo. 

“(...) não é possível construir uma política pública para a comunidade universitária sem a participação e mobilização de todos os segmentos.” Todas as votações e debates foram realizados de forma coletiva e horizontal, onde mais de 90 participantes presentes puderam opinar e fazer história juntos.