PUBLICAÇÕES FS EM MOVIMENTO

 

GTs avaliam pontos para delinear rede REBRAUPS de 2021

 

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Adriana Moura

Cauanne Pissurno

Glau Soares

(Comunica FS)*

 

Edição: Daniela Bezerra

 

     O segundo dia do II Encontro da Rede Brasileira de Universidades Promotoras da Saúde (REBRAUPS) – 12 de março – se iniciou com professora Leides Moura fazendo a leitura de uma poesia autoral em homenagem aos dois anos da REBRAUPS, que trouxe palavras de motivação, carinho e ternura, embora ainda deixe claros os percalços da promoção da saúde no Brasil, no contexto em que vivemos. A coordenação dos trabalhos deste dia ficou sob responsabilidade da professora e pesquisadora da Fiocruz, Danielle Cabrini, que apresentou as orientações/metodologias e a Carta Brasília para os grupos de trabalho (GTs).

     Foram divididos cinco grupos de trabalho através das macrorregiões, cada grupo contendo uma coordenadora e uma relatora para conduzir a partir da MATRIZ SWOT (strengths weaknesses opportunities treats) analisando, no trabalho interno da rede, as forças e fraquezas e, no trabalho externo à rede, as oportunidade e ameaças no sentido de se pensar e planejar a rede REBRAUPS para o ano de 2021.

Iniciou-se o trabalho dos GTs com a pergunta norteadora: “Quais são as principais forças e fraquezas que podemos imaginar pensando a REBRAUPS em 2021? ”. Os participantes tiveram uma hora para apresentarem o consolidado na plenária. Regada a várias falas pontuais e urgentes, pontos comuns, reencontros virtuais, pontes de afeto, esperança, e críticas positivas, foram apresentados os resumos de cada região.

     Em síntese, os pontos principais que foram apontados na plenária enquanto força foram: a união e a solidariedade de um coletivo no trabalho em rede; as trocas de experiências entre as regiões; a percepção de novas configurações do problema e encontrar soluções coletivamente além da pluralidade de visões e posicionamentos da universidade, que é imprescindível para a construção coletiva de propostas e ações.

Enquanto fraqueza, as discussões se embasaram na vulnerabilidade do público no contexto da pandemia; na fragilidade da comunicação entre as regiões do Brasil; na confusão nos cenários de construção de estratégias de promoção e prevenção; na institucionalização da rede dentro das instituições de ensino – como a cultura do adoecimento e a fragilização da promoção da saúde –; na falta de mobilização da comunidade para entender os objetivos da rede e na desconstrução e depreciação da imagem do papel universitário enquanto produtora de ciência, pesquisa, formação e ensino.

     As oportunidades apontadas foram: o fortalecimento e a representatividade da rede no cenário nacional e internacional e as trocas interdisciplinares dentro e fora da rede. No que diz respeito às ameaças, destaque para as dificuldades em gerenciar a articulação interna nas universidades e o não conhecimento das redes; a supressão de políticas e a falta de recursos pelo governo, além das relações de poder que podem tornar o trabalho coletivo mais difícil e, de certa forma, mais narcísico.

     Acreditar que é possível sim unir forças desde que se tenha interesses generalizados na ideia de promoção da saúde e na defesa da democracia como valor social. Evitando esvaziamento do conceito, de horizontalidade e flexibilidade de um movimento que se sustenta na participação e protagonismo de pessoas, não apenas instituições. Sustentabilidade de uma intervenção proposta ou rede é compromisso de envolvimento dos representantes da comunidade universitária (professores, estudantes, técnicos-administrativos, e a sociedade). Assim, potencializa o que está em cena na universidade: membros comprometidos com o ideal promovendo a conexão coletiva. A anuência da hierarquia universitária (decanos, reitores) é um desafio para mostrar como a rede deve ser compreendida, como criar canais efetivos e afetivos.

     Assim foi encerrado o evento, regado de muita emoção e agradecimentos a todos os envolvidos e com a missão de gerar fissuras no sistema. Ninguém floresce sozinho. Há braços!

 

 

 

* Comunica FS é o Núcleo de Comunicação da Faculdade de Ciências da Saúde (FS/UnB). O setor desenvolve um trabalho de comunicação em saúde divulgando e promovendo ações, projetos, produtos e atividades da FS. Além disso, o Comunica FS atua prestando apoio na organização, divulgação e planejamento de propostas de projetos promotores de saúde além de, também, estar na linha de frente aos eventos institucionais da unidade. Na gestão da professora Fátima de Souza na direção da FS (2014-2018), o Comunica prestou colaborações fazendo parte da organização de diversos eventos na linha da promoção da saúde, entre eles, o I REBRAUPS.