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Conceito

May 4, 2017 17:19 , by Renata Soares - | No one following this article yet.
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A Faculdade de Ciências da Saúde/UnB adota o conceito da extensão universitária definido pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX, 2010):

“A Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo interdisciplinar educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade”.

Diretrizes para a extensão

  • Contribuir para a formação profissional de qualidade e cidadã;
  • desenvolver interação dialógica e troca de saberes efetiva com a sociedade
  • Articular a formação acadêmica nas áreas do ensino, pesquisa e a prática social;
  • Interdisciplinaridade e interprofissionalidade;
  • Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
  • Produção de conhecimento;
  • Promover a transformação social, visando a superação das desigualdades sociais e melhoria da qualidade de vida;
  • Integrar elementos das artes e cultura nas ações de extensão;
  • Valorização dos saberes plurais – científicos e tradicionais e populares;
  • Atender às necessidades da sociedade;

Princípios e valores da extensão

  • Interdisciplinaridade;
  • Interprofissionalidade;
  • Interculturalidade;
  • Pluralismo;
  • Cidadania;
  • Sustentabilidade;

 

As Diretrizes de Extensão da Faculdade de Saúde no ano de 2016 tiveram como marco reafirmar a indissociabilidade do ensino e da pesquisa, como um marco pedagógico e organizacional. Desta maneira, as suas ações no ano de 2016 reforçaram as diretrizes presentes no Planejamento Estratégico da FS, com ênfase na orientação que culminou no projeto Sistema saúde escola e comunidade, apoiando e participando das reflexões sobre o processo de reforma e revisão curricular dos cursos da saúde: Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Saúde Coletiva e Odontologia, pautada nos princípios do Sistema Único de Saúde, no fortalecimento da experiência do trabalho nas realidades concretas como um princípio educativo, com vista a uma melhor qualificação da formação profissional, com ênfase na interprofissionalidade e na integralidade da atenção à saúde, da territorialização, da participação social, com a aproximação parceira nos cenários de ensino e práticas contratualizadas e referenciadas na Região Leste de Saúde do DF, Paranoá, Itapoã e São Sebastião.

Tivemos avanços no processo da institucionalização e organização da extensão em seus aspectos normativos para orientação à comunidade interna, docentes, técnicos administrativos e alunos, com a aprovação do Regulamento do Colegiado de Extensão da Faculdade de Ciências da Saúde coordenado pela Comissão composta pelas professoras Liliana Vicente Melo de  Lucas Rezende e Keyla Cristianne Trindade da Cruz, e pelas servidoras Nara Irléia de Siqueira e Caroline Figueiredo Belo, aprovado pelo CEF/FS em sua 4ª reunião, realizada em 3 de junho de 2016, e pelo Conselho Superior da Faculdade de Ciências da Saúde em sua 8ª reunião, realizada no dia 19/10/2016. E ainda, a aprovação da Instrução normativa CEF 001/2016, que orienta o fluxo das ações de extensão na FS, trabalho conduzido pela comissão integrada pelas professoras Andréa Mathes Faustino, Maria Paula do Amaral Zaitune e Patrícia Medeiros de Souza, e pela estudante Ellen Carollyane Alves Furtado, aprovada na 5ª reunião do Colegiado de Extensão realizada no dia 1º de julho de 2016. No ano de 2016 foram realizadas oito reuniões ordinárias do Colegiado de Extensão da Faculdade de Ciências da Saúde (CEF/FS).

Buscou-se criar o diálogo para envolver a comunidade da FS na reflexão e construção dessas normativas, como também, buscar nos espaços dos colegiados, criar espaço de voz do eixo da extensão, visando divulgar e valorizar a extensão na dinâmica do trabalho dos docentes, como estratégia pedagógica, de pesquisa e fortalecimento de articulação da Universidade com as diferentes comunidades que compõem a realidade de inserção e atuação dos docentes e alunos. O que implica na ampliação dessa estratégia com os docentes que fazem a representação da extensão nos colegiados, que tem grande responsabilidade e importância política e técnica na construção desse canal de comunicação e articulação com os diferentes segmentos envolvidos como disseminadores dos princípios da extensão. Em suas representações docentes extensionistas, fazerem a escuta para acolher as demandas da comunidade para a organização da extensão. Assim, no primeiro semestre foram ofertadas duas edições na modalidade de minicurso “Cadastrando projetos de extensão no Interfoco/SIEX”, sob a coordenação da Profª. Andrea Mateos e outros docentes, com a participação de Diretoria Técnica de Extensão e Interfoco, do decanato de Extensão, tendo como público alvo a comunidade interna da FS, docentes, técnicos administrativos e alunos interessados. No segundo semestre, participação em uma oficina realizada no HUB, em parceria com a coordenação de extensão da FS e FS para divulgar e estimular a institucionalização da extensão, nas ações de ensino envolvendo a formação acadêmica e profissional e ações assistenciais. Há uma avaliação por parte dos membros do CEF/FS, que a extensão tem avançado e qualificado melhor a estruturação dos projetos apresentados, devolvidos aos pares as ações realizadas e maior motivação dos docentes para institucionalizarem as suas ações com caráter extensionista, mas com muita crítica ao sistema SIEX, por considera-lo pouco amigável e com fluxos de aprovação 29 burocratizados.

Atualmente, o Colegiado de Extensão da FS (CEF/FS) é composto pelos seguintes membros: Profa. Maria da Glória Lima (Coordenadora de Extensão), Andrea Mathes (titular da Enfermagem), Keila Cristianne (suplente da Enfermagem), Patrícia Medeiros (titular da Farmácia), Noêmia Tavares (suplente da Farmácia), Caio Eduardo Reis (titular da Nutrição), Verônica Cortez (suplente da Nutrição), Liliana Vicente (titular da Odontologia), Paulo Tadeu (suplente da Odontologia), Denise Osório (titular da Saúde Coletiva), Natan Monsores (suplente da Saúde Coletiva), Caroline Belo (técnica administrativa) e Isabelly Ferreira (estagiária). Para maior divulgação das ações de extensão, foi criada uma aba da extensão no sítio da FS https://fs.unb.br/extensao/conceito, todavia, temos esbarrado no limite institucional de insuficiência de quadro efetivo para fazer a alimentação das informações de modo a facilitar o acesso as orientações das normativas e dos PEACS existentes na Unidade. Atualmente, março de 2017, a FS conta com 42 Projetos de Extensão de Ação Contínua – PEACS ativos, destes 3 são da gestão estratégica FS, e 4 se conformam como Ligas acadêmicas. O CEF/ FS aprovou 15 ações de extensão entre minicursos, cursos, eventos, programas e outras ações extensionistas, além da homologação de 16 ações também atendidas pelo Colegiado, há uma efetiva representação da coordenação e da suplente de extensão na Câmara de Extensão da UnB, espaço responsável por discutir e formular a política de extensão para a Universidade de Brasília e a sua inserção na relação com a comunidade interna e externa frente ao compromisso de difusão e construção de conhecimento, visando o enfrentamento dos problemas sociais e melhoria da qualidade de vida da população, o intercâmbio de conhecimento, da criatividade e da cultura como fatores para fortalecer a autonomia e o protagonismo dos atores com vista à qualificação profissional, a valorização da dignidade humana, do exercício cidadão e de uma sociedade melhor. A Semana Universitária 2016, promovida pela UnB, foi realizada no período de 24 a 27 de outubro de 2016, com o tema central “Diferenças que somam, ideias que multiplicam” para discutir a diversidade e pluralidade como fator de inclusão social. A Semana Universitária define-se, cada vez mais, como um evento de natureza acadêmica que incorpora gradativamente um caráter comunitário como resposta à necessidade de diálogo que reside na base da relação universidade e sociedade. É um evento em que, acima de tudo, a UnB se apresenta a todo e qualquer cidadão, na perspectiva da universalização do acesso e das políticas e diretrizes nacionais que queira conhecer a produção da UnB e os avanços no campo da Extensão, Ensino e Pesquisa, e como a instituição tem participado na luta da transformação das relações sociais da sociedade brasileira.

 

FS de portas abertas

 E foi com esse mote, que a FS organizou a sua participação na Semana Universitária 2016, promoveu nesse período mais de quarenta ações de extensão voltadas para a comunidade acadêmica e público externo em diferentes modalidades de ofertas de extensão, cursos, oficinas, exposições, palestras, com intensa participação de docentes e discentes da FS nas atividades do PIBIC (DPP), PIBEX (DEX), Mostra dos cursos (DEG), Feira de saúde do HUB, e em destaque, a realização da terceira edição da Mostra “A FS 30 de portas abertas”. A ação A FS de portas abertas concentrou-se no dia 24 de outubro, no horário da 9h00 às 18h00, nos espaços da Faculdade de Ciências da Saúde e da Faculdade de Medicina, coordenado pela Profa. Maria da Glória Lima e pelo Prof. Oviromar Flores, em parceria com os representantes docentes que integram o Colegiado de extensão dos departamentos de Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Odontologia e Saúde Coletiva, mais a participação de 25 professores da FS, 70 monitores, destes 20 alunos de cursos da FS e 50 alunos da disciplina Saúde e Sociedade e de Educação e Saúde, três professores e quinze monitores da Faculdade de Medicina para visitação e atividades educativas interativas no Museu de Anatomia.

Nessa Mostra, a FS abriu suas portas para receber a presença e participação de 590 escolares da rede pública do ensino fundamental, a Regional de Educação do Itapoã, dentre as quais citam-se a Escola Classe I e II, do Itapoã e o Centro Formador Zilda Arns. A seleção das escolas para participação baseou-se em critérios de vulnerabilidade social e fato de estarem incluídas em atividades de extensão articuladas pela Disciplina de Saúde e Sociedade/DSC.

Para os alunos das 4ª e 5ª séries, a programação foi estruturada com base no currículo dos semestres em curso pelos escolares, direcionando-se para a temática da “construção seus projetos de vida”. Em que medida a UnB fazia parte dos projetos de vida dos escolares? Quais seriam os caminhos para o acesso à UnB? Nesses termos, o início das atividades, tanto no turno da manhã, como no turno da tarde, foi marcado por um momento especial de acolhimento dos escolares, quando se estabelecia os nexos da visita e o momento vivido pelos escolares no processo de construção dos sonhos e das alternativas de caminhos para alcançá-los. Esses alunos foram recebidos no Auditório 3, com a participação do grupo teatral Trupe de Teatro ArboControl, com a peça sobre a prevenção da Dengue, Zica Chicungunha e a erradicação do mosquito Aedes Aegiptis, seguida da fala da Diretora da FS, Profa. Fatima Sousa, e depois, organizados em grupos, participaram das oficinas. Os alunos das 9ª séries foram recepcionados para uma conversa na modalidade de mesa-redonda, coordenada pelo estudante Daniel da Enfermagem, com a participação de estudantes dos cursos de Enfermagem, Nutrição, Odontologia, Medicina, Saúde Coletiva e Farmácia, na qual cada representante de curso expôs a sua experiência de estudo/preparação, acesso e permanência na UnB. O apoio da Universidade de Brasília com a colaboração do Decanato de Extensão, Decanato de Assuntos Comunitários, da Prefeitura da UnB, para a viabilidade da Mostra a FS de portas abertas, é vital na concessão da alimentação dos escolares e colaboradores no Restaurante Universitário, bem como o transporte dos alunos e professores das escolas mencionadas. Em síntese, o caráter inovador da “FS de portas abertas” que transcende como uma estratégia transversal da gestão da Faculdade de saúde, de forma contínua com vistas a fortalecer a integração, o diálogo e a parceria com a comunidade interna e externa. Assim, essa estratégia materializa o sentido da extensão universitária, quando a UnB passa a se perguntar: “ Extensão: “O que é isso que a gente faz?”. É necessário aprofundar e avançar sempre, teórica e praticamente, neste campo desvelando na academia e na comunidade, as funções e o real da sentido da universidade brasileira com vistas a um Projeto de sociedade mais democrático, principalmente em contextos marcados pelo retrocesso político como o que estamos vivenciando.


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