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Faculdades de Ciências da Saúde e Medicina promovem integração na Semana de Acolhimento

March 12, 2018 16:30 , by Ádria Albarado - | No one following this article yet.
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Café da manhã coletivo no Cora Coralina. Foto: Ádria Albarado/ Comunica FS.


Com foco na integração entre os cursos da área da saúde, na última semana, 5 a 9, as Faculdades de Ciências da Saúde e Medicina da Universidade de Brasília (FS e FM/UnB) deram início à Semana de Acolhimento Integrado, com o tema “Saúde, Diversidade e Direitos Humanos”. Pelo segundo semestre consecutivo, a programação – planejada de forma colaborativa por gestores, estudantes e professores das FS e FM – faz parte das boas-vindas aos calouros e veteranos, bem como aos professores das instituições.

No primeiro dia, os alunos participaram de uma série de atividades iniciadas com o que já se tornou tradicional café coletivo, compartilhado no Espaço Cora Coralina. Um momento singular de integração entre professores e estudantes dos seis cursos. Cada graduação programou o acolhimento de seus calouros e veteranos para as habituais apresentações e orientações quanto ao funcionamento, perfil do curso, dicas sobre vida acadêmica, dentre outras.

Logo em seguida, ocorreu o Ligas's Day. Atividade idealizada com o objetivo de reunir as ligas acadêmicas para que apresentem propósitos e trabalhos, com o intuito de guiar alunos recém-chegados às diversas ações em que poderão se envolver, como monitoria, projetos de extensão e atividades nas ligas. A professora Nadjar Nitz, coordenadora de Pós-graduação da FM, destacou a importância das ligas na formação dos estudantes como complemento de suas experiências acadêmicas.

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Trote solidário de doação de sangue. Foto: arquivo pessoal.


Ainda no dia 5, foram realizadas as oficinas “Universidade pra quê?”. Promovidas pelos Centros Acadêmicos (CA’s) dos cursos das Faculdades, foram um momento dentro da programação de acolhimento para apresentar o tripé das funções da universidade: ensino, pesquisa e extensão. As oficinas promoveram reflexões sobre o espaço acadêmico e a convivência como um todo. Marco Antônio, estudante de Medicina, explicou que o evento foi importante para compreensão sobre a função da universidade e as pessoas que dela fazem parte. “É importante todos participarem para nos integrarmos, pois somos todos da saúde”, afirma.

Foi uma semana intensa. A programação contou com o curso de extensão “Reconciliação Medicamentosa Aplicada a Oncologia”, rodas de conversa, sarau, bazar beneficente, exposições, trote solidário de doação de sangue, dentre outras muitas atividades.

 

 

Ações estratégicas para promover a saúde e garantir o direito das populações vulneráveis

 

Ratificando o tema da semana de acolhimento e com o objetivo de compreender o papel do profissional de saúde como um agente de mudança que pode transformar a realidade da população a qual presta serviços, sobretudo daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade, ao exercer com consciência e responsabilidade sua função, seja em âmbito técnico ou social, foi realizada a roda de conversa “Peleja da Equidade”. Um encontro aberto a toda comunidade, que contou com a participação de estudantes – calouros e veteranos – e docentes de todos os cursos da FS e da FM.

Na ocasião, representantes do Observatório da Política Nacional de Saúde Integral da População em Situação de Rua, vinculado ao Núcleo de Estudos em Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB (Nesp/Ceam/UnB) e do Departamento de Apoio à Gestão Participativa e Controle Social do Ministério da Saúde (Dagep/MS) apresentaram ações que vêm sendo desenvolvidas em parceria pelas instituições no intuito de garantir que as populações negra; de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans (LGBT); do campo, da floresta e das águas; e, em situação de rua; tenham seus direitos fundamentais garantidos, sobretudo o que prevê a prática da equidade nos atendimentos oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS) e têm relação direta com os conceitos de igualdade e de justiça social.

Entre essas ações, foi apresentada a capacitação de profissionais da área da saúde para atendimento às populações vulneráveis que, frequentemente, chegam aos serviços de saúde e não recebem um atendimento satisfatório pois, não têm seus direitos garantidos, muitas vezes em função da incompreensão de suas especificidades. De acordo com Dandara Baçã, representante do Dagep e aluna do Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da FS/UnB, cabe a gestão fomentar ações políticas que possibilitem que todas essas populações tenham acesso aos serviços de saúde de forma igualitária, considerando as necessidades específicas de cada indivíduo. “A elaboração de políticas públicas que promovam a equidade em saúde é um dever do Estado, mas, para ser de fato implementado, precisa da participação de quem está na ponta, lidando diretamente com as pessoas que procuram os serviços de saúde”.

Na ocasião, Dandara afirmou que existem muitas violações de direitos praticadas por profissionais da saúde que atingem não só a saúde física dos usuários, mas também a saúde mental. “A violência está estruturada na nossa cultura e é claro que a sociedade reflete essa conduta em sua prática cotidiana e quem está mais suscetível a sofrer as consequências desse processo são as populações vulneráveis, alvos de ações racistas, machistas, homofóbicas, xenofóbicas e de tantos outros tipos de preconceito, o que pode causar danos emocionais gravíssimos”.

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Roda de conversa "Peleja da equidade". Foto: Michelle Cordeiro/ Comunica FS.

 

Equidade - O conceito de equidade parte da ideia de respeito às necessidades, diversidade e especificidades de cada cidadão ou grupo social e do reconhecimento que as diferentes condições de vida, habitação, trabalho, renda e de acesso à educação, lazer, cultura e serviços públicos impactam diretamente na saúde. Ele também considera os impactos na saúde das diferentes formas de preconceito e discriminação social, como o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e a exclusão social de populações que vivem em situação de rua ou em condições de isolamento territorial, como as do campo, da floresta, das águas, dos quilombos e em nomadismo, como no caso dos ciganos.

Nesse sentido, em abril de 2017, o Nesp, em parceria com o Dagep, oficializou a criação da Rede de Observatórios das Políticas de Promoção da Equidade em Saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS), a qual desenvolve ações em âmbito nacional para aprimorar e fortalecer políticas públicas, promover a interação entre movimentos sociais, gestão e universidade. Cada Observatório que compõe a Rede tem por finalidade produzir informações e conhecimento sobre as principais características que constituem a realidade das Políticas Nacionais de Saúde de cada população no âmbito do SUS, suscitando pesquisas qualificadas, com bancos de dados e produtos.

Atualmente, a Rede conta com cinco observatórios, entre eles, o Observatório da Política Nacional de Saúde Integral da População em Situação de Rua. Durante a Roda de Conversa, o observatório apresentou o documentário “Situações de Rua”, que integra a série produzida pelo grupo com intuito de dar voz à rua e expor a realidade dessa população. Confira o documentário aqui.

 

 

Professores das FS e FM participam de conferência com expert em desenvolvimento docente

 

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Conferência Identidade e formação docente, com expert em desenvolvimento docente, professora Elaine Amaral. Foto: Michelle Cordeiro/ Comunica FS.

 

Na quarta-feira, 07, professores das FS e FM e de outras faculdades da UnB e instituições de ensino superior de Brasília puderam participar da conferência “Identidade e formação profissional docente”, promovida pelo núcleo de Gestão de Apoio Pedagógico e Interprofissional do Sistema de Integração Ensino-Serviço-Comunidade (Gapi/ Siesco).

A conferencista foi a professora Elaine Martorano Amaral, pró-reitora de Graduação da Unicamp e codiretora do Programa de Desenvolvimento Docente da Faimer Brasil.  Durante o evento, Elaine Martonaro criou dinâmicas entre os participantes, debateu sobre liderança, características de docentes, competências fundamentais para educadores em saúde, funcionais e cognitivas, sociais e meta-competências. Ela abordou ainda sobre os componentes projeto de desenvolvimento docente (PDD), os quais promovem mudanças e, ainda, sobre o modelo de avaliação de programas “Kirkpatrick”, que se baseia em quatro níveis que, essencialmente, medem: a reação de quem aprende, o aprendizado, o comportamento e os resultados.

De acordo com Eliane, o docente deve pensar nos papéis que lhe conferem identidade, buscar as próprias características e identificar onde e quando planeja e reflete o desenvolvimento profissional para as funções da carreira docente. Segundo ela, devem-se entender as motivações, sejam intrínsecas ou extrínsecas, que levam ao conhecimento, às habilidades e às atitudes. "Sempre digo que a excelência não é o início do caminho, mas o fim", comentou.

 

 

Siesco e parceiros realizam acolhimento na Região de Saúde Leste

 

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Eetudante de Enfermagem, Daniel Marcos, durante acolhimento na Região de Saúde Leste. Foto: Ádria Albarado/ Comunica FS.

 

No dia 8 de março foi o dia da programação de acolhimento reservar um momento para que professores e estudantes que realizam atividades práticas nos serviços de saúde da Região de Saúde Leste fossem recepcionados por gestores e profissionais de saúde, bem como pela comunidade, para apresentar resultados e ações desenvolvidas em semestres anteriores e alinhar agenda e metodologias de trabalho em parceria.

A atividade contou com as coordenadoras do Siesco, professoras Dais Rocha, Dayde Mendonça, Cláudia Griboski e Carla Targino; com o coordenador do PET GraduaSUS, Jardel Franco e com professores e estudantes dos cursos das FS e FM. A mesa de abertura contou ainda com a fala do estudante de Enfermagem, Daniel Marcos. O aluno reconheceu as potencialidades e a importância das ações de integração ensino-serviço-comunidade. “Essa inserção nos cenários nos traz um olhar mais holístico para trabalhar nas necessidades que as pessoas têm e para falar da Região Leste é necessário falar do vínculo entre a Região e a UnB, que é muito antigo e necessário. Desenvolvemos um trabalho que surge efeitos e é visível isso”.

Na ocasião foram feitas apresentações de trabalhos realizados em parceria com a UnB, discussões em grupo para construção de Projetos Terapêuticos Singulares entre professores, estudantes e profissionais de saúde da Regional. O Dia Internacional da Mulher fora lembrado por diversos atores, dentre eles, a professora Cláudia Pedrosa, que lembrou de como profissionais de saúde podem colaborar para o fim das desigualdades de gênero.

 

 Confira o álbum com as fotos da Semana na página do Comunica FS no facebook.

 

Por Gabriela Lobato, Tamires Marinho, 

Waléria Fortes, Yuri de Lavor e

Ádria Albarado.