Go to the content
or

 Go back to Notícias Com...
Full screen

Nova gestão da Faculdade de Ciências da Saúde é empossada

July 3, 2018 13:39 , by Ádria Albarado - | No one following this article yet.
Viewed 221 times

 Posse2.fw

Professores, estudantes e servidores da FS e amigos e familiares dos novos gestores estiveram presentes na solenidade. Foto: Ádria Albarado (Comunica FS).

Sob nova direção em um momento considerado no mínimo “desafiador” na UnB, a nova gestão da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília tomou posse no dia 29, no auditório 3 da instituição. Professores, estudantes e servidores da FS e amigos e familiares dos novos gestores estiveram presentes, bem como as ex-diretoras, professoras Maria Fátima de Sousa e Karin Eleonora Sávio de Oliveira, que foram homenageadas pela nova gestão com a entrega de flores e placas de agradecimento.

Fatima homenagem.fw

Karin homenagem.fw

Fátima e Karin receberam homenagens dos novos diretores. Fotos: Ádria Albarado (Comunica FS).

Confira o discurso de posse do diretor e da vice-diretora.

Laudimar Alves de Oliveira e Maria Cristina Soares, professores dos Departamentos de Odontologia e Enfermagem da FS/UnB, assumem a direção com o compromisso de fortalecer o que deu certo e avançar em questões ainda carentes de atenção no que se refere à gestão passada. “Por enquanto, estamos fazendo o levantamento das informações de maneira bem tranquila. Tivemos a primeira reunião do comitê gestor, cuja criação será proposta para o Conselho da Faculdade e será formado com a direção e todos os chefes de departamentos”, aponta Laudimar.

Laudimar.fw

Laudimar Alves de Oliveira, novo diretor da FS/UnB com a reitora da UnB, Márcia Abrahão. Foto: Ádria Albarado (Comunica FS).

Esse comitê reunirá os responsáveis e executores administrativos da FS, que é dividida entre a direção – tendo o Centeias, o ComunicaFS e o Siesco diretamente acopladas a ela – e os departamentos. “A ideia é que, do ponto de vista distributivo de responsabilidade, chamemos esses administradores com o objetivo de alocar o recurso da matriz na mesma lógica da administração superior e já trabalhar a questão de uma subdivisão para os departamentos, para que se crie uma responsabilidade em relação ao uso e uma maior democratização disso”, revelou.

A atual gestão da reitoria da UnB realizou uma mudança radical no repasse dos recursos às unidades acadêmicas da Universidade. A matriz orçamentária, que era de cerca de R$ 300 mil, passou para mais de R$ 1 milhão. Todavia, com o aumento do dinheiro, também houve aumento das responsabilidades. “Essa descentralização da gestão é uma novidade e por ser uma experiência nova e gradativa, não temos ainda uma perspectiva entre o valor que está sendo repassado e as demandas efetivas. Em função disso, teremos um ano, do ponto de vista de custo, bastante controlado e um planejamento mais consistente só será possível a partir do ano que vem”, afirma.

Maria cristina.fw

Maria Cristina Soares, nova vice-diretora da FS/UnB assina termo de posse. Foto: Ádria Albarado (Comunica FS).

O objetivo da gestão é que seja feito o fracionamento dos recursos de tal maneira que os departamentos tenham autonomia, determinada pelo Comitê, para utilização desse recurso e, a direção administrará áreas comuns ou que estão ligados diretamente a ela. Dessa forma, além de descentralizar a administração da Faculdade, os novos diretores querem aumentar a transparência e a publicização das informações. “Faremos relatórios detalhados com os gastos da matriz para serem divulgados para todo mundo. A ideia é fazer essa coisa da maneira mais distributiva possível”.

Os principais desafios da nova gestão até o momento já estão sendo encarados de frente e Laudimar é enfático: “É na adversidade que vemos o coletivo, a força e a condição de mudança”. A nova gestão já retornou os processos da flexibilização do horário dos servidores e vai esclarecer para os chefes de departamento como trabalhar essa demanda. A intenção da dupla é manter os estagiários até dezembro deste ano. Em abril deste ano, a reitoria da UnB decidiu demitir compulsoriamente todos os estagiários para economizar. Na FS, por exemplo, muitos departamentos e setores de apoio funcionam quase que exclusivamente com o trabalho dos pupilos.

Para a gestão, a primeira coisa é conciliar com a questão da flexibilização dos servidores e realizar uma análise – já cobrada pelo Decanato de Gestão de Pessoas (DGP/UnB) – quanto ao número de funcionários e funções exercidas por eles para verificar distribuição de carga horária e se será possível trazer novos servidores. “Na verdade, alguns pedidos de servidores foram negados pelo DGP por causa da inexistência desse estudo, então, precisamos fazer isso. A partir do momento que tivermos o quantitativo e a demanda de atividades administrativas, poderemos modular também a questão da necessidade de estagiários. Veremos quais são as prioridades e faremos a redistribuição. Temos que manter o Centeias, o Siesco, o ComunicaFS, então, lógico que faremos alguma adaptação, mas a ideia é tentar manter todos estes instrumentos administrativos importantes”, esclarece o diretor.

 

 

Integração ensino-serviço-comunidade

Para a nova gestão o Siesco teve papel muito atuante na gestão das professoras Fátima Sousa e Karin Sávio, principalmente pelo trabalho de mediação de relações entre a FS e os parceiros; a formação pedagógica dos professores da faculdade; a reformulação das matrizes pedagógicas e das formas de ensino; e, ainda, da articulação dos cenários de práticas. No material de campanha, os diretores prometeram garantir recurso para ampliação e fortalecimento das ações do Siesco no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da FS.

Outras ações propostas pela dupla foram: promover espaços de articulação e de socialização das atividades acadêmicas entre docentes, discentes, preceptores e gestores dos serviços; ampliar e diversificação dos cenários de prática; apoio operacional para formalização de atividades prática e estágios junto à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde do Distrito Federal (Fepecs); apoio aos cursos na mobilização dos cenários de prática com ênfase na interdisciplinaridade e na relação interprofissional, com investimento na construção de competências do trabalho em equipe por meio da ampliação do uso dos laboratórios de habilidades multiprofissionais e simulação do Hospital Universitário de Brasília (HUB) em parceria com a Faculdade de Medicina.

Ainda referente ao eixo do ensino, a dupla elencou a manutenção da agenda permanente de formação dos Núcleos Docentes Estruturantes (NDE) e docentes da FS, visando apoiar as atualizações curriculares e fomentar as inovações pedagógicas junto aos cursos da Faculdade; instituir as competências comuns e objetivos pedagógicos dos cursos da FS para promoção da interdisciplinaridade e otimização dos recursos humanos; promover articulação e fortalecimento da integração entre residências, pós-graduações e graduações da Faculdade e a gerência de ensino e pesquisa do HUB e da Faculdade de Medicina; e, por fim, investir na construção de plataformas digitais para disponibilização dos produtos resultantes acumulados no processo de ensino-aprendizagem, inovação pedagógica e parcerias na integração ensino-serviço-comunidade.

Laudimar afirma que pretende transformar o Siesco num componente administrativo efetivando a institucionalização do órgão junto à direção. “Uma coisa que também está ligada ao Siesco e que trabalharemos são os estágios. Colocamos dois servidores da FS para fazer a interlocução entre a Fepecs e os cursos da FS/UnB. Acreditamos que essa iniciativa trará uma melhoria nessa relação. Fortaleceremos o Siesco dentro das possibilidades da matriz, estamos avaliando isso”.

 

 

FS Promotora de Saúde

Eles também pretendem criar dois espaços na Faculdade, um ecumênico e outro de práticas integrativas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida na FS, que já integra a Rede Ibero-americana de Universidades Promotoras de Saúde desde 2016 e este anoa foi mobilizadora da Rede Brasileira de UPS. A ideia é fazer uma capilarização das ações do FS Promotora de Saúde e trazer a discussão sobre a utilização racional de água, eletricidade, buscar melhoria do processo de descarte dos resíduos. “Faremos um cinturão verde na FS e já estamos conversando com alguns professores para fazer não só o plantio de alimentos orgânicos, mas também de ervas medicinais. Dessa forma, proporcionaremos um ambiente cada vez mais agradável na Faculdade”, promete Laudimar.

Conforme os diretores, uma iniciativa que será fortemente trabalhada pela nova gestão é a promoção de relações interpessoais saudáveis em todos os âmbitos da FS. “Abordaremos fortemente essa questão na Faculdade, numa política ampla e numa constante campanha contra assédio moral, antitruculência verbal e buscaremos ter generosidade e gentileza no trato com as pessoas”.

 

 

Defesa do SUS

O contexto de desmonte e sucateamento dos serviços públicos não foi esquecido por Laudimar e Maria Cristina. Eles têm clareza quanto ao momento crítico, de medidas austeras cujas consequências diretas levam cada vez mais à fragilização dos serviços públicos e dúvidas quanto ao futuro político e econômico do Brasil, além de ser ano de eleições presidenciais. “Não sabemos se a pessoa eleita terá um viés de estímulo da atividade pública, ou mais conservador e restritivo, independentemente de quem seja eleito, haverá negociação e muita resistência para fortalecer a universidade pública. Então, do ponto de vista político, o trabalho será mais complicado”, assume.

Nessa realidade, a gestão quer instituir um Fórum de Discussão em Defesa do SUS. Laudimar pontuou que a dupla já realiza alguns diálogos sobre a ideia. “Queremos que a FS seja um centro de discussão e que essa agenda seja iniciada na Faculdade. Convidaremos a direção da FM, entes públicos como a Secretaria de Saúde, a própria Fepecs, organismos ligados à área pública e que dão sentido ao fortalecimento político do SUS e numa percepção mais ampla, em parceria com as Faculdades de Ceilândia e de Educação Física”, explica. Conforme o diretor, o intuito é fazer encontros para incentivar que alunos e professores tenham uma percepção mais política do que é saúde pública e da importância da assistência pública com ênfase na prevenção e promoção da saúde e o fortalecimento dos agentes de saúde.

 

Por Ádria Albarado,

reportagem da edição nº 30 do informativo mensal

do Siesco, o Bem-te-vi.